Workshop Produtividade Web 2.0 - Equipes de desenvolvimento de sites produtivas com ferramentas ágeis e padrões web Programadores desanimados? Desmotivados? Sem vontade de cantar uma bela canção?

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Intrusividade Windows

17/03/2008

Esses dias precisei desenvolver alguma coisa em Windows para um cliente. Tenho algumas licensas de Windows aqui para essas emergências, então resolvi instalar o Windows XP no VMWare. Diferente da instalação do meu sistema operacional predileto, que está pronto para ser usado em menos de dez minutos, instalar o Windows é uma tarefa bastante dolorosa, que envolve um instalador chato e demorado, ativação, instalação de anti-vírus, anti-spyware, e aplicações básicas como um leitor de PDF, um editor de código, um pacote de escritório e etc.

Tudo isso me faz morrer de medo de ter que instalar meu Windows duas vezes. No dia seguinte ao da instalação desse Windows, o que incluiu a instalação do Flash, do Captivate, do Acrobat e uma porção de outras coisas, uma pessoa me ligou para lembrar de um compromisso. Resolvi desligar o computador e sair imediatamente para não me atrasar. Quando mandei a máquina desligar, veja a simpática mensagem que o Windows me mostrou:

Instalando atualização 13 de 85 (Windows XP)

Que ficava alternando com essa outra:

Não desligue ou desconecte o computador; ele será desligado automaticamente. (Windows XP)

Foram eternos 43 minutos nisso. E eu morrendo de medo de desligar e estragar minha instalação do Windows, esperei. Pode ser que eu esteja enganado, mas não me lembro de o sistema ter me perguntando se eu gostaria de instalar nesse momento as atualizações que ele baixou, ou de sequer me avisar antes que minha máquina precisava permanecer ligada.

Perdi meu compromisso e passei muita, muita raiva. Sistema operacional simpático.

Photoshop agora roda bem no Linux

20/02/2008

Google Sponsors Wine Improvements

O Google usa o Wine para oferecer o Picasa, seu gerenciador de fotos, para usuários de Linux. Para isso, o Google financiou o pessoal da CodeWeavers, que desenvolve o Wine. Wine é uma implementação da API do Windows para Linux, muito útil para usuários que querem migrar para Linux mas ainda dependem daquele software que só roda em Windows. E o software que mais impede gente de migrar para Linux é o Photoshop.

Impedia. O Google também pagou à CodeWeavers para melhorar o suporte ao Photoshop no Wine. De quebra, as melhorias feitas ainda ajudaram a rodar uma porção de outros softwares no Linux, entre eles o Flash. Meu amigo DGMike está agora um passo mais perto da migração total ;-)

O que eu fico me perguntando é porque o Google fez isso? Para diminuir seu custo com licenças de Windows? Ou para jogar sua pá de terra na Microsoft?

De qualquer maneira, é um exemplo que mostra bem o que é software livre. Software livre não é necessariamente software grátis. Nesse caso, o Google pagou os custos de desenvolvimento. E o mundo inteiro vai ser beneficiado, sem que você precise pagar de novo por algo que já foi desenvolvido.

Por que o arquivo ISO abre no compactador de arquivos?

12/12/2007

Olha que coisa interessante, a Marcelle Ramalho resolveu experimentar o Linux. Pelo texto, dá para perceber que ela é bem iniciante em informática, e sem nenhum contato com o Linux[bb]. Veja esse trecho:

Baixei o arquivo da internet e meu primeiro baque foi gravá-lo em CD. O arquivo é compactado e eu prontamente descompactei-o, pois me parece uma coisa lógica a se fazer. Nada como um arquivo descompactado, não é mesmo? Pelo visto não era tão lógico, já que ao falar para o meu "personal Linux teacher" o que tinha feito ele levou uns minutos para responder: "QUEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE?"

Sim, você entendeu, ela baixou um arquivo ISO e não sabia o que fazer com ele. Essa dúvida é muito comum. E antes de culpar a moça pela desinformação, lembre-se de que ela não tem obrigação nenhuma de saber e foi induzida ao erro pelo Windows[bb], que mostrou o ISO com um comportamento e opções semelhantes ao de um arquivo ZIP, com o que ela já está familiarizada.

E o erro não acontece apenas no Windows. Veja, por exemplo, o que acontece aqui no meu Ubuntu quando eu clico com o botão direito em um arquivo ISO:

Arquivos ISO devem ser gravados em CD, não descompactados

Por que o "Criador de CD/DVD" não é a primeira opção? É muito útil poder abrir um arquivo ISO no compactador e extrair arquivos de lá de dentro, mas quantas vezes você realmente usa isso? A esmagadora maioria das vezes que alguém tem um arquivo ISO, quer simplesmente gravá-lo em CD.

Resolvendo o problema no Ubuntu

Para resolver o problema de verdade, o pessoal do Ubuntu precisaria modificar a distro para que a ação padrão para arquivos ISO seja gravar em CD. Mas você pode fazer isso em seu sistema, de maneira que possa gravar arquivos ISO com um duplo clique. Para isso, clique com o botão direito em um arquivo ISO e escolha "Propriedades". Na janelinha que vai se abrir, clique na aba "Abrir com" e escolha o "Criador de CD/DVD". Assim:

abrircom.gif
Pronto, agora duplo clique em arquivos ISO vão abrir no gravador de CD.

Que venham os leigos

Entre os comentários no artigo da Marcelle, há algumas pessoas que fazem questão de deixar bem claro que ela deveria saber o que é um arquivo ISO, que isso é coisa básica e que ela não deveria tentar peripécias no computador sem primeiro estudar o assunto. Teve até um camarada que sugeriu que ela primeiro lesse o Guia Foca Linux. Essa idéia é um absurdo!

Eu aprecio muito o Guia Foca Linux. Aprendi muita coisa com ele. Mas, definitivamente, não é para qualquer um. Dê uma olhada, por exemplo, na versão para iniciantes. São dezesseis capítulos, ensinando coisas como editar o fstab e gravar os dados do cache RAM em disco editar o .bash_profile dentro do /etc/skel e configurar o iptables para filtrar pacotes pelo mac address, tudo pela linha de comando. Ora, a pessoa só quer acessar a web, editar documentos, assistir DVDs e ouvir música, não é pedir demais querer que ela leia isso tudo primeiro?

Vamos deixar as coisas bem claras: eu e você lemos o manual de cada um de nossos aparelhos, muitas vezes antes de ligar e tentar usar. Nós sabemos ligar o closed caption da TV, programar as memórias do telefone e desligar o flash da câmera digital[bb]. Nós somos nerds. A esmagadora maiora das pessoas não lê os manuais, e é muito feliz assim!

Se você quer reclamar das pessoas que não lêem o manual, vá em frente. Vai gastar um bocado de tempo e energia para nada. Nossa obrigação, como nerds espertos, é desenvolver sistemas tão fáceis que pessoas que não lêem o manual consigam usar.

UPDATE: Conforme o Hudson apontou, eu tinha feito conversão entre as versões do Foca. Corrigido. Obrigado, Hudson!

Ubuntu chega oficialmente ao Brasil

23/11/2007

Boa notícia: Ubuntu chega oficialmente ao Brasil.

“Nossa estratégia será fechar parcerias com fabricantes para oferecer o Ubuntu pré-instalado e pré-configurado, faturando com suporte, serviços, segurança e atualização.”

Vem em boa hora. Um funcionário meu comprou um notebook[bb], um Presario v6210br, que veio com Mandriva. O suporte é uma piada. Não conseguíamos conectar em redes com chave WEP, apenas redes abertas. Em todas as ligações que fizemos os atendentes nos disseram que, se o computador conecta em uma rede e outra não, o problema é na rede, e eles não prestam suporte a configuração de redes. Mesmo argumentando que os outros notebooks na empresa, com Linux[bb] e Mac OS, se conectam normalmente à rede.

Parece que eles colocam Linux nessas máquinas só para reduzir custos, mas não esperam que ninguém vá usar realmente o sistema. A qualidade da instalação é entristecedora. Veio com a rede wi-fi configurada via ndiswrapper e cheia de problemas, e os drivers para a placa de vídeo 3D simplesmente não vieram instalados. Parece que esperam que todo mundo vá instalar um Windows pirata na máquina.

Quem sabe com uma distribuição de verdade, prestando suporte de verdade, notebook com Linux pré-instalado deixe de ser piada no Brasil.

Deixe seu Linux com cara de Mac OS X

05/11/2007

Uma das perguntas que mais me fazem é: como deixar o Linux mais parecido com o Mac OS X? Considero isso um despropósito. O Ubuntu[bb], por exemplo, é lindo, perfeito, não precisa mudar nada.

Mas, tem louco para tudo. Desde gente querendo deixa o Linux com cara de Windows, quanto gente querendo um Windows com cara de Linux.

Bom, então lá vai, se você quer realmente seu Linux com cara de Mac[bb] OS X, siga o tutorial mais completo e paranóico que há. Vai dar um bocado de trabalho, mas o resultado é impressionante:

Make Your Linux Desktop Look Like A Mac - Mac4Lin Project Documentation

Há também uma versão menos detalhada desse tutorial, mas em português.

EyeOS

02/08/2007

Ei, está legal isso aqui: http://www.eyeos.info/

Não é útil, mas dá uma boa idéia a respeito do que é possível fazer.

Microsoft, Google e o poder da massa crítica

04/06/2007

Está todo mundo por aí falando sobre:

  • Microsoft Surface, um computador-mesa realmente impressionante. Entre no site e veja alguns dos videozinhos que você vai entender.
  • Google Gears, uma extensão para Firefox/Internet Explorer que permite ao desenvolvedor web guardar dados locais, na máquina do usuário.
  • O Orkut agora permite que você cadastre feeds em seu perfil.

Quando olhei cada um desses lançamentos, tive a mesma reação: "Ah, grande coisa!"

Nenhuma dessas idéias é nova ou revolucionária. Começando pelo Surface, é uma coleção de idéias velhas. Já vimos parte delas implementada no iPhone e na maneira como o sujeito pode usar os dedos nele. A idéia de colocar um computador numa mesa ou permitir seu uso por mais de uma pessoa também não é nova. E a maquininha da Microsoft está saindo por 10 mil. Dólares.

O Google Gears merece um pouquinho de explicação antes de dizer que a idéia não é nova. O Gears tem três componentes importantes. O primeiro é um tipo de servidor proxy com cache local. É um pouquinho mais do que isso, mas no fim permite a uma aplicação web responder dados ao usuário uma única vez, e ele terá esses dados em sua própria máquina a partir daí. O segundo é um banco de dados local, que permite a uma aplicação web, por exemplo, funcionar offline. O terceiro é um mecanismo para fazer com que seus scripts possam ser executados em segundo plano, sem congelar o navegador. De verdade? Isso não é nem tão novo, nem tão revolucionário assim. Para o sujeito que está desenvolvendo um Gmail, pode fazer diferença. Mas para pequenas aplicações, ou mesmo as medianas, dessas que a gente desenvolve todo dia, tudo poderia ser resolvido com cookies e um pouquinho de inteligência, sem demandar a instalação de um plugin.

Por fim, os feeds no Orkut. Aqui a experiência de quem esperava algo realmente novo pode ser decepcionante. Leia os comentários do Charles Pilger sobre o assunto, por exemplo.

Apesar disso, há algo que pode realmente fazer diferença nesse tipo de produto: massa crítica, quantidade de usuários, visibilidade. O Surface pode mostrar ao mundo a idéia nova. Talvez eu nunca venha a ter um Microsoft Surface, mas quem sabe eu daqui a algum tempo comecem a vender o XingLing Surface, o Itautec Surface ou o Positivo Surface? Tenho perguntado ao auditório, nos Encontros Locaweb, quem usa leitores de feeds e quem fornece RSS de qualquer maneira. Num público de desenvolvedores, o número de pessoas que levantam suas mãos é assombrosamente baixo. Imagino que entre os seres humanos comuns este números deve ser ainda menor. Feeds no Orkut podem ser um excelente recurso educativo. Isso pode fazer muita gente descobrir o RSS.

Em relação ao Gears, assim como em relação ao Silverlight, que não está na lista acima porque já tem um tempo, acontece algo curioso. Quem teria coragem de apostar hoje numa tecnologia que exige a instalação de um plugin para que seu site seja usado? Se fosse qualquer empresa pequena que estivesse lançando um desses produtos, ele logo seria descartado como algo ridículo. Mas todo mundo tem suas em relação ao poder de empresas como a Microsoft ou o Google de fazer com que as pessoas instalem algo em suas máquinas.

Em suma, quando você tem metade da Internet usando seus produtos, as regras podem ser diferentes para você. E quando você lança um Google Notebook ou um Zune, as pessoas parecem se esquecer muito rápido que você fracassou.

Em relação ao fato de não haver nenhuma novidade nesses produtos, vale lembrar o que diz o Getting Real: uma boa idéia não vale quase nada, o que vale mesmo é uma boa execução. Embora o Surface não seja novo, parece pelos vídeos que foi executado de maneira exímia.

E, claro, a história dos computadores mostra que nem sempre os melhores vencem. Nada de certezas, por enquanto.

Links interessantes:

Ubuntu e o poder do Open Source

16/05/2007

Bill Gates recomenda Ubuntu

Uma das grandes vantagens do open source, algo que na maioria dos softwares conhecidos é o que realmente movimenta o projeto, é o fato de que qualquer um pode colaborar. Você pode alterar e melhorar um software, enviando as correções para o autor, ou pode criar um "fork", uma versão sua daquele software. Pode também criar ferramentas para o software, criar arte como temas, templates, ícones, e até criar suas próprias campanhas de divulgação.

Veja por exemplo o Wubi. É um instalador de Ubuntu para usuários de Windows[bb]. Com ele você pode instalar o Ubuntu em seu computador com Windows no tradicional esquema Redmond "Next-Next-Finish". O Wubi instala o Ubuntu numa "partição virtual", um arquivo dentro do sistema de arquivos do Windows. Ou seja, você não precisa se preocupar em gravar um CD, formatar ou particionar seu HD e outras tarefas espinhudas.

O Wubi não é uma ferramenta oficial da distribuição. Foi feito por alguém que queria colaborar com o Ubuntu. Software livre é isso aí.

Você pode colaborar como quiser. Por exemplo, criando uma capa personalizada para o seu DVD do Ubuntu e compartilhando com quem quiser.

A experiência de uso Linux

04/05/2007

Sobre as grandes diferenças: Coisas que posso fazer em Linux e em windows não

Sobre as semelhanças (e as pequenas diferenças): Linux[bb] x Windows

Se você trabalha com internet, essa série deve interessá-lo:

Por falar nisso, no terceiro artigo dessa série o perguntou nos comentários:

Como você, vim do Windows/DreamWeaver para Linux/?(ainda). Gostei do
que vi no QuantaPlus, realmente é excelente, porém um das vantagens que
eu via ao usar o DreamWeaver com seu FTP era
o de ter sempre a certeza de pegar a última versão do programa e não
precisar me preocupar em enviar o arquivo certo e se está na última
versão. Eu abria o arquivo direto do ftp, ele baixava o último
(inclusive as dependências) abria na minha tela, eu editava (um ou mais
de um) salvava e o DreamWeaver já efetuava o Upload. Eu gostaria de
saber como é o seu procedimento agora. De repente eu também mudo e vejo
as vantagens. Sempre devemos estar aberto a aprender, né?

Tentei responder por lá, mas o sistema matemático parece funcionar com uma matemática diferente da minha. Então minha resposta vai aqui:

araujo,O Kate faz isso que você está querendo. Ele tem uma barra lateral de navegação em arquivos. Você pode adicionar um favorito ali no formato:

ftp://usuario:senha@servidor.com.br/pasta

Também suporta uma série de outros protocolos, como o sftp. Adicionando o favorito, é só clicar nele que o Kate lista os aruqivos e pastas. Clicando num arquivo o Kate abre diretamente do FTP, e se você salvar, salva direto lá também.

A dobradinha nautilus/gedit também torna isso transparente para você. Se você se conecta a um servidor de FTP pelo nautilus, pode clicar com o botão direito em qualquer arquivo e escolher "Abrir com Editor de Textos". O nautilus também coloca o servidor de FTP como um dos caminhos possíveis nas caixas de abrir e salvar do gedit.

Quem tem medo do terminal?

26/03/2007

Estava ajudando um amigo a instalar o Ubuntu[bb] em sua máquina, tentando evitar, a todo custo, me conectar por ssh. E tentando evitar também o uso de terminal, pois meu amigo estava migrando de Windows e parecia ter um certo receio da tela preta. Tivemos alguns problemas com o Automatix, e entrei no canal #ubuntu-br da Freenode para perguntar. Fiquei impressionadíssimo com a solicitude das pessoas que estavam online. Uso bastante irc, e é comum estar em canais sobre Python[bb], SQLObject, Javascript e etc. E sei que geralmente quem se dá ao trabalho de estar ali é porque realmente gosta de ajudar. Mas o pessoal da #ubuntu-br foi especialmente paciente e atencioso.

Depois que desconectei, recebi até um e-mail do Vinícius Depizzol sanando as dúvidas que haviam ficado pendentes. Obrigado Vinícius, obrigado ao pessoal do #ubuntu-br.

Uma das coisas que o Vinícius me mostrou é que eu não preciso de Automatix. Quase tudo o que se faz por ele pode ser feito pelo Ubuntu, na interface gráfica, sem nenhum programa especial. Boa parte no menu "Aplicações" -> "Adicionar/Remover". E o que não dá para resolver lá geralmente é muito fácil de fazer no terminal.

Isso me fez pensar. Nós, programadores, sabemos que o terminal (shell, console ou como você preferir chamá-lo) é a ferramenta mais poderosa dos sistemas Unix. Não há outra maneira de se obter a rapidez e flexibilidade que se tem num terminal.

Estes dias vi um amigo fazendo algo curioso. Ele precisa copiar uma pasta no servidor, chamada "site", para "sitenovo", para começar a trabalhar no novo site. Ele se conectou por FTP, copiou a pasta inteira para a sua máquina (eram alguns megabytes) renomeou e enviou de novo para o servidor. Mais de meia hora de trabalho. Ele poderia ter se conectado via SSH e feito:

cp -r site sitenovo

E em menos de um minuto a cópia estaria feita.

Claro, isso não é novidade nenhuma para o usuário de Linux que já lida com o terminal há algum tempo. Um administrador de sistemas Linux é uma pessoa muito mais feliz graças ao terminal. Mas como fazer com que o usuário de interface gráfica, que não tem gosto pela linha de comando, não perca o tempo que meu amigo perdeu? Como fazer com que o webdesigner que publica arquivos num servidor remoto aprenda pelo menos o básico? Que ele saiba copiar, mover, apagar e editar arquivos e diretórios, navegar por diretórios, sincronizar diretórios, comparar arquivos, criar pequenos scripts para automatizar tarefas e editar o seu crontab?

Se o editor vi tivesse sido feito pela Microsoft

14/03/2007

Seria assim.

Linux? Windows? Dreamweaver? Photoshop?

08/02/2007

Duas dúvidas que recebi por e-mail hoje, com temas muito semelhantes. Embora eu não sinta falta de nada em meu notebook com Ubuntu, você vai notar que, nas duas respostas recomendei o Mac. Para quem quer trabalhar com Unix mas não pode abrir mão de MS Office, Dreamweaver ou Photoshop, é uma escolha que não se pode deixar de considerar.

eu como desenvolvedor web, dependente de softwares como DreamWeaver[bb](esse aqui nem é problema, é mais o photoshop mesmo rsrs) e Photoshop, gostaria de um motivo ou alguns para migrar para o linux e me tornar um desenvolvedor 100% linux, utilizando só softwares de desenvolvimento do linux.

Que vantagens teria? preciso de uma luz, se puder me dar uma dica fico grato pela atenção.

Olá, como vai?

Minha resposta, naturalmente, vai ser pessoal e baseada em minha experiência. Sugiro que você instale Linux em dual-boot com Windows em sua máquina e descubra por você mesmo se ele serve para você. Sugiro que comece com uma distro fácil de usar, como o Ubuntu ou o Suse.

Para mim a principal vantagem em desenvolver usando Linux é o fato de ter um ambiente de desenvolvimento completo em minha máquina. Meu notebook tem Ubuntu com Apache, MySQL, Postgre, PHP, Python, PSE e Django. Trabalhando assim, e com Subversion, e usando os flexíveis recursos do bash, torno o desenvolvimento muito mais simples. E tenho exatamente as mesmas versões de cada uma dessas ferramentas que terei no servidor de produção.

Outras boas vantagens são a possibilidade de automatizar processos com bash, comandos como find, grep, sed, tail, e, claro, o rsync. Para quem, como eu, trabalha em mais de uma máquina, rsync e svn são tudo. Além disso, tem o ssh. Não sei mais viver sem ssh.

Mas, para rodar Photoshop ou Dreamwever, vai precisar usar algum tipo de emulador ou virtualizador. Vai ter bugs, ou queda de performance, ou os dois ;-) Não é problema para mim, porque não uso nenhum dos dois.

Naturalmente, você pode ter um ambiente muito semelhante trabalhando com Windows, principalmente usando o CygWin. E, se você se sente produtivo e confortável trabalhando com Windows, não precisa migrar. De quebra, ainda vai ter Photoshop e Dreamweaver rodando legais.

Outra excelente alternativa é, se você tiver condições para isso, um Mac. Num Mac com chip Intel você pode ter um sistema Unix completo, rodando nativamente Dreamweaver e Photoshop. E, se precisar, pode rodar Windows numa janelinha com o Parallels.

Estou modificando a estrutura de minha empresa e vou vender meu servidor (que é Debian) e minha estação para trabalhar com um notebook, pois preciso de mobilidade. Mas não vivo mais sem o Linux e pretendo instalá-lo no novo equipamento.

Vc me aconselha utilizar o Ubuntu??? Vejo sempre vc falando sobre ele em seus posts. Utilizando o Linux[bb], consigo rodar dentro de um emulador softwares para Windows, como Photoshop e Dreamweaver, dos quais ainda dependo?

Salve, como vai?

Eu uso Ubuntu em meu notebook, e também no Desktop. Para mim, hoje, é a distribuição mais fácil de usar. Mas isso depende de seu perfil de usuário. Se você quiser performance a qualquer custo, vai preferir Gentoo. Se gosta de KDE, vai preferir o Suse (o Kubuntu é meio esquisito, na minha opinião.) E etc.

Agora, em relação ao Photoshop e Dreamweaver, depende de seu perfil de uso. Se você usa pouco esses softwares, pode tê-los rodando no Wine ou VMWare. A performance cai muito, mas é um quebra-galho razoável. Já se você trabalha bastante com eles, vai precisar de Windows em seu notebook. Você pode, por exemplo, trabalhar com dual-boot. Ou pode usar Windows e instalar Apache, PHP, Python[bb] e MySQL. E CygWin. Você vai ter até bash no seu Windows.

Uma outra excelente solução, se você puder, é comprar um MacBook. Você vai ter um sistema Unix que roda Dreamweaver e Photoshop. E vai poder rodar Windows ou Linux numa janelinha, com o Parallels.

Windows 386 Promo Video

01/02/2007

Windows 386 Promo Video - Google Video

Não desista no meio, a ação começa aos sete minutos.

De novo, boa propaganda faz milagres

31/01/2007

Humanized

É um Katapult, um QuickSilver. Só que rodando em Windows. Ou seja, nada de novo, mais uma vez o Windows tem a mesma coisa que os outros sistemas, com alguns meses ou anos de atraso. E parece maravilhoso porque muito usuário de Windows nunca viu nada parecido.

Assista o vídeo e veja no final, onde aparece o desenvolvedor com a barba engraçada. Na parte em que ele fala sobre como estender o sistema, preste atenção na linguagem de programação que você vai usar se quiser ensinar novos truques.

Antes que alguém venha dizer que o Katapult ou o QuickSilver não fazem todos os truques que o Enso, eu quero lembrá-lo de que estamos falando de sistemas Unix. O shell do Unix é a coisa mais flexível que já se inventou em relação à integração de programas diferentes. Tomei um tempinho agora e escrevi 18 linhas de Python + Shell Script, para tentar fazer algo parecido com o que o Enso faz. Veja o resultado:

Usei o próprio Katapult, o Kmenuedit para criar as entradas e colocar os ícones, e o xvkbd para falar com as aplicações abertas. Levei uns 30 minutos, incluindo a gravação do vídeo. Se gastar mais um tempo nisso, é possível fazer muita coisa legal.

O que é .NET?

26/01/2007

Déjà Vu? PowerShell? « Pih is All
Artigo excelente.

Nos comentários, essa jóia:

.NET é aquela maravilhosa tecnologia feita para portar programas Windows[bb] para outros Windows

…desde que sejam mais recentes que Windows XP ;)

computação traiçoeira

18/01/2007

A robotização do controle:

"Em 2010, o presidente Clinton pode ter dois botões vermelhos em
sua mesa - um que manda mísseis à China e outro que desliga todos
os PCs da China - e adivinhem qual deles os chineses mais
temerão?"
Ross Anderson

Se você ainda não tinha entendido porque os defensores do software livre fazem tanto barulho quando se fala em trusted computing, precisa ler isso.

Barreiras cada vez mais finas

15/01/2007

Caramba, dá uma olhada nisso:

The Road to KDE 4: Full Mac OS X Support

Ou seja, além do Windows, você vai poder rodar o KDE 4 no Mac OS X.

Ou seja, acesso às excelentes aplicações do KDE, das quais eu simplesmente não consigo me livrar, mesmo usando Gnome, para todo mundo. Windows, Mac, Linux[bb], FreeBSD, não importa. Você vai poder usar Kmail, Kate, Konqueror e até Kreversi!

Microsoft quebra a renderização de e-mails HTML no Outlook 2007

12/01/2007

Microsoft Breaks HTML Email Rendering in Outlook 2007:

The limitations imposed by Word 2007 are described in detail in the article, but here are a few highlights:

  • no support for background images (HTML or CSS)
  • no support for forms
  • no support for Flash[bb], or other plugins
  • no support for CSS floats
  • no support for replacing bullets with images in unordered lists
  • no support for CSS positioning
  • no support for animated GIFs

In short, unless your HTML emails are very, very simple, you’re going to run into problems with Outlook 2007, and in most cases the only solution to those problems will be to reduce the complexity of your HTML email design to accommodate Outlook’s limited feature set.

Mais um motivo para você preferir e-mails TXT.

Devolva seu Windows e receba seu dinheiro de volta.

12/01/2007

Este camarada aqui comprou um computador[bb] novo na Dell, com Windows, por falta de opção.

Chegando em casa, documentou cada passo da instalação do novo computador, fotografando[bb] tudo, desde a abertura da caixa. Ao iniciar o Windows pela primeira vez, copiou o texto do EULA, para poder falar ao telefone, dando atenção especial ao trecho que diz que você pode devolver o Windows ao vendedor se não concordar com os termos. Clicou em "Do Not Accept" e ligou para a Dell.

Depois de muita conversa, conseguiu um reembolso de US$ 52,50. E escreveu o artigo dando as dicas para quem precisar fazer isso.

Será que isso funciona aqui no Brasil?

Sistema Multi-idioma em ASP

24/02/2005

Muitas vezes a melhor solução que se pode dar a um problema é a coisa mais simples que se consegue fazer. Foi exatamente o que aconteceu com esse sistema. Ao fazermos o planejamento do site da Santos Stones, sentimos que o site era simples demais para precisar do Prodo, nosso CMS. Desenvolvi então um pequeno script para obter dados de texto em vários idiomas de um arquivo XML. Não é que o pessoal do conteúdo aqui adorou editar direto o arquivo XML? Resolvi o problema do multi-idioma com 20 minutos de trabalho e, para minha surpresa, não tive que melhorar a solução. Serviu exatamente como estava.
Essa semana, na lista do GADW alguém estava procurando por algo semelhante. Bom, então estou publicando o sistema multi-idioma para quem quiser ver ou usar. Bom proveito.

UPDATE: Consertei o link para download. Obrigado ao pessoal que escreveu avisando.